Master of Friendship

Estou encantada por Master of None. Acabei de ver o terceiro episódio e é tudo o que uma super fã de Seinfeld pediu aos céus. Parece-me que a maior diferença entre um e outro está no personagem do George Costanza – em Seinfeld tínhamos um magnífico loser, em MoN temos um homem charmoso e adorável. De resto, as semelhanças são imensas, só que tudo está adaptado para o nosso tempo, nossos problemas, novas pessoas, novas sensibilidades, enfim, estou amando.

E estou prestando atenção num negócio pela primeira vez. O grande marcador ficcional do programa é o fato de que quatro amigos na faixa dos 30 anos vivendo num grande centro urbano se encontram várias vezes na semana simplesmente para jogar conversa fora. Há dez anos, quando eu via Seinfeld, Friends e Sex and the City, isso não me chamava a atenção. Hoje sim.

Meus raros amigos e eu penamos para agendar um café durante a semana – conciliar a agenda de duas pessoas em São Paulo já é um desafio considerável. Quatro, a não ser que se trate de uma ocasião especial (aniversário, casamento, festa do filho de alguém), é coisa para profissional. A última vez que encontrei com três amigos para jogar conversa fora faz uns quatro meses e todos concordaram que era mais provável alguém ganhar na megasena do que um almoço como aquele se repetir nos próximos seis meses. (Até aqui, lamentavelmente nenhuma dessas possibilidades se concretizou.)

Mas em Master of None, eles se encontram num café para discutir a vida amorosa de um deles; dias depois, tornam a se encontrar num restaurante; mais um ou dois dias, as mesmas quatro pessoas se reencontram para ver Sherlock na TV. Se Godzilla tivesse feito uma participação especial no episódio, o efeito seria mais realista.

Este post não é, pelo amor de Godzilla, uma crítica ao programa – nem, aliás, a mim e aos meus amigos que só nos encontramos bem de vez em quando. É só uma constatação mesmo. Quanto mais as pessoas se aproximam da e ultrapassam a barreira dos 30, mais as prioridades ficam sendo trabalho/família/grupos de whatsapp. Os amigos acabam vindo em quarto ou quinto lugar.

Os amigos são tipo o Ciro ou a Marina na próxima eleição presidencial.

Por sorte, na TV os amigos ainda se encontram. E aí a gente assiste. Cada um da sua casa.

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Frim Fram Sauce

Supermercado quase dez da noite e todo mundo com cara de tô-morrendo e tô na fila tá chegando minha vez quando de repente soam nos falantes:

“I don’t want French fried potatoes, red ripe tomatoes…”

Meu disco preferidíssimo da Diana Krall, de 1996, da Impulse, o segundo dela, um disco sem nenhuma pretensão, nenhum malabarismo, nenhum grande conceito que não o manjadíssimo conceito de tributo, um tributo ao Nat King Cole, que para quem não conhece é uma espécie de Cartola do Norte, mas voltando, é um disco de trio piano-baixo-guitarra, isso mesmo, pois assim era o trio do Nat King Cole, todo mundo tocando MUITO, Diana Krall tocando piano lindamente e fazendo solinhos memoráveis, ou vai ver não são nada memoráveis e eu memorizei tudo só porque ouvi esse disco loucamente na minha adolescência, e essa música em particular, ESSA música, é sobre uma mulher que gosta de comer, e não se sabe se é mesmo de comer que ela gosta, se ela gosta de umas comidas imaginárias, ou se ela gosta mesmo é de sexo, mas o que se sabe com certeza é que chegou a minha vez na fila do caixa e o seguinte diálogo ocorreu entre eu cantando a plenos pulmões e gesticulando loucamente a cada pergunta e a funcionária do supermercado cumprindo dignamente sua função:

“I’m never satisfied!”

“Cliente super-ultra-plus?”

“I want the frim fram sauce with the ossanfay, with shafafa on the side”

“CPF na nota?”

“I don’t want pork chops and bacon, that won’t awaken”

“Vai utilizar o crédito plus-ultra-super que a senhora tem acumulado?”

“My appetite inside!”

“Aperta três vezes pra cancelar, por favor”

“I want the frim fram sauce with the ossanfay with shafafa on the side”

“Sacolinha?”

“Well you know a girl, she really got to eat”

“Vou colocar os pontos pra você”

“And a girl she should eat right”

“Crédito ou débito?”

“Five will get you ten”

“Tá participando da promoção?”

“I’m gonna feed myself right tonight!”

Sim, eu estava participando da promoção e a promoção consiste em que você gasta vinte reais e ganha uma figurinha para colar na cartelinha pois é assim que nós adultos responsáveis brincamos de álbum de figurinha, e no fim do álbum após deixar aproximadamente vinte mil reais no supermercado ganhamos uma faca que procurando bem deve custar uns trinta reais na Liberdade –

– aí que esta noite gastei quarenta reais no supermercado;

– aí que a funcionária me deu QUATRO FIGURINHAS!!!

Em outros dias, outros momentos, eu diria que a funcionária ficou tão atordoada e de saco na lua com a cantoria toda que nem sabia mais o que estava fazendo e se confundiu no cálculo das figurinhas;

Em outros dias, ainda, eu diria que a funcionária distribui figurinhas extras de propósito como parte de um estrategema infalível e secreto de levar o supermercado à falência;

Em outros dias, por que não, eu diria que a funcionária não está nem aí pra porra de figurinha nenhuma e as distribui sem critério algum;

Mas hoje, esta noite, eu escolhi acreditar que ganhei duas figurinhas a mais porque a funcionária gostou de me ouvir cantando.

Ganhei um Grammy em forma de um centésimo de uma futura faca <3

Qual a sua relação com a música?

Querida A.,

Sabe quando as pessoas dizem que a música do Cantor A ou da Banda X é “a trilha sonora da minha vida”? Quer dizer – existe uma vida no centro de um palco, e uma musiquinha tocando lá atrás?

Comigo, é bem isso que acontece – só que exatamente ao contrário.

Houve uma época em que eu alternava dois discos no carro. Um de violão de aço solo e um de trio (guitarra, baixo, bateria) e voz. Eles sempre me pareceram discos-irmãos, ainda que distantes no tempo e no espaço – harmonias enganosamente simples, afinações diferentes, um sentimento de amplidão.

Havia esses dois discos, naquela época, e havia uma vidinha de fundo – no caso, a minha.

***

Não entendo essa necessidade de um conceito de Deus (não o Deus-Barbudo, mas o Deus-que-está-em-todas-as-coisas) quando já existe a música.

Mas música não tem nada de etéreo e inefável. É concreta como um tijolo e excita o corpo – assim como comida e sexo. Você pode encontrar significados místicos variados em uma torta de chocolate ou uma transa, mas nos dois casos é o seu corpo que está ali, experimentando aquela maravilha toda.

E no entanto existem os pecados da gula e da luxúria, mas não existe o pecado de entregar-se languidamente à música sem comedimento ou moderação.

Eu decididamente não entendo as religiões.

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O único método confiável de estudo que desenvolvi além do tradicional “grifar e pôr estrelinha nas partes importantes” me foi ensinado por minha professora de piano, quando estudávamos peças a várias vozes. Ela me ensinou a colorir cada voz, para que eu as visualizasse separadamente e não partisse do pressuposto de que havia as vozes da mão esquerda e as vozes da mão direita.

Uma voz faz o caminho que ela própria dita, não o caminho mais conveniente para a minha mão.

E é colorindo que estudo qualquer coisa que me pareça importante. Identifico diferentes temas – vozes –, atribuo-lhes cores, e observo como eles conversam entre si, como se imbricam e passam de um parágrafo para o outro.

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Morrer deve ser um sofrimento por causa das pessoas que a gente deixa. Mas essa parte da morte pelo menos é democrática e não me parece particularmente injusta – atinge a todos igualmente.

Agora, quando penso que jamais ficarei sabendo da música produzida no século cento e vinte um, me sinto pessoalmente injustiçada e ofendida.

Que melodias serão produzidas no século cento e vinte um? Por quais homens, quais pássaros? Até quando homens e pássaros cantarão?

Por outro lado, quando penso que tenho acesso fácil a toda música gravada já produzida, me sinto agraciada por uma sorte injustificável e imerecida – então empatou.

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Tenho uma visão muito limitada da música. É uma visão basicamente horizontal, melódica. Sou ótima com melodias, tenho facilidade para aprendê-las e decorá-las – e uma dificuldade desalentadora com todo o resto.

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De criança, minha mãe me incentivava a prestar atenção a cada um dos instrumentos. “Agora canta o baixo”. “Agora canta a flauta.” “Agora o violão.” Mas ela nunca me ensinou a cantar a bateria, uma falha imperdoável na minha formação.

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Depois de velha, desenvolvi um respeito por hits de ídolos adolescentes que eu não tinha quando era o público-alvo desses ídolos. Talvez porque hoje eu entenda um pouco melhor o esforço, o trabalho, o gigantesco investimento que há por trás de cada hit.

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Tem esse vídeo fofo sobre meditação, em que um monge/mestre/guru bem-humorado diz que meditar é dar uma missão para o macaquinho mental que está o tempo todo pensando nas contas a pagar, no almoço a preparar, no capitalismo a derrubar, etc. Ao meditar, a missão que você dá ao macaquinho é: foque na respiração. Inspira, expira, inspir… “a fatura do cartão!”, EXPIRA, macaquinho, inspira, e assim vai.

Mas por que eu daria uma missão tão enfadonha para o meu macaquinho quando posso simplesmente pôr um disco para tocar?

Música é a missão preferida do meu macaquinho. Ele fica bem quietinho, impressionado, de olhos arregalados, e não se ocupa de mais nada enquanto a música durar.

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Eu não sei o que fazem os homens que se veem sozinhos no mundo com uma filha de dez anos. O meu me levava para ouvir música, pelo tempo em que vivemos juntos.

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Não sei se respondi à sua pergunta. Se você fosse winnicottiana, eu teria lhe respondido com o maior dos clichês – a música é meu Objeto Bom –, mas como graças a Deus você não é, tive de fazer como meus músicos preferidos e improvisar.

Um País Sério

Sim, eu sei, o Brasil e tal, mas permitam-me ser colonizada um minutinho –

Cês tão acompanhando os e-mails do Juninho?

Todo o governo Trump vem negando há meses a existência de qualquer tipo de coordenação entre a campanha trombística e o governo russo – “é tudo uma fantasia conspiratória de liberais recalcados floquinhos-de-neve-caviar”…

Aí, gente, o Juninho – filho do presidente.

Ele, o marido da Ivanka e o cara que coordenava a campanha se encontraram com uma advogada russa um ano atrás. Até aí, grandes coisas, qq tem, não pode mais ter amigo russo agora? Etc. Afinal, eles se encontraram para discutir um programa de adoção de criancinhas russas, poxa.

Pergunta daqui, pressiona dali, Juninho divulgou hoje os e-mails que levaram ao agendamento daquela reunião.

A linha de assunto do e-mail: “Russia – Clinton – particular e confidencial”

E segue o primeiro e-mail: “Migo Juninho, o governo russo apóia o seu pai e por isso quer compartilhar com vocês uns lances comprometedores da Hillary. Cê qué?”

A resposta dele, e eu não estou brincando, é praticamente aquele slogan imbecil do McDonalds – “amo muito tudo isso”.

O bom de acompanhar a política estadunidense é que isso nos permite rever a instituição País Sério.

Sabe quando a gente vê o deputado correndinho com a mala e pensa, num País Sério isso não aconteceria?

Clube das construtoras – num País Sério, algo já teria sido feito há muito tempo?

Reforma trabalhista escrota – num País Sério, isso aí nem pensar?

O País Sério, de Homens Competente, Honrados e Probos, certamente existe – apenas não neste século, nem nos anteriores, nem neste continente, nem em nenhum outro.

Alarme falso

Existem três teorias sobre a morte de Amelia Earhart.

(Se você não sabe quem é Amelia Earhart certamente não sabe quem é Joni Mitchell, portanto volte umas mil casinhas na vida e tome tento, por favor.)

Um: acidente do avião que ela pilotava.

Dois: ela foi capturada por japoneses que acharam que ela era espiã, e morreu na prisão. Um cara achou uma foto dia desses que parece dar sustentação a essa teoria.

Três: ela morreu numa ilha deserta onde seu avião caiu. Um outro cara vai levar uns border collies farejadores até essa ilha para tentarem achar uns restos de ossos dela. Se os ossos forem encontrados, teoria confirmada. Se não… Teoria não-refutada. Afinal, muita coisa pode ter acontecido com os tais ossos em oitenta anos.

Fiquei horas e horas angustiada com essas teorias e possibilidades. Para qual teoria eu deveria torcer? Qual morte seria a menos pior? Devo torcer contra ou a favor dos cães farejadores?

Torcemos por mil eventos futuros sobre os quais não temos nenhum controle, e sabemos disso, e tudo bem, porque pelo menos os eventos são futuros e podemos compará-los com a torcida ou palpite, os juros subiram, o Parmera perdeu, um imbecil foi eleito, e eu sempre, sempre posso ter uma ilusão íntima e não-dita de que foi a minha torcida (ou falta dela), no fundo, que fez toda a diferença.

Mas o que dizer da torcida por um evento passado?

Enquanto estou torcendo para que Amelia tenha morrido de um e não de dois, ela já morreu.

O dia de 24 horas

Uma das grandes mentiras que nos contam é que o dia tem 24 horas.

Para o seu dia ter 24 horas, é preciso ser relativamente jovem, sem filhos e com preocupações financeiras que se limitem a “peço caipirinha com vodka nacional ou importada?”.

Aos cinco anos de idade, o dia tem aproximadamente noventa e seis horas. Toda experiência é de vida ou morte, pois toda experiência é quase infinita. O chocolate que se toma, a massinha que se amassa, a mãe que se abraça, é tudo eternamente docinho, molinho e quentinho, não necessariamente nessa ordem. Por outro lado, quando o menino mau te tranca no banheiro da escola você fica lá para o resto da vida também. Ter cinco anos não é fácil.

Aos quinze, dezesseis, dezessete anos, o dia já é um pouco menor, mas ainda dá para fazer bastante coisa. Nas cerca de setenta e duas horas do dia, é possível ir à escola, estudar a tarde inteira, dormir a tarde inteira, ver televisão a tarde inteira, ir ao shopping com os amigos, pensar se ele gosta de mim, ligar para ele e desligar correndo, chorar porque ele não gosta de mim, ficar com o melhor amigo no telefone a madrugada toda – tudo isso em umas trinta e seis horas horas. As trinta e seis horas restantes você emprega em questionamentos acerca das suas reais chances de algum dia fazer sexo na vida, que você sempre conclui serem um pouco maiores do que participar de uma Olimpíada, porém um pouco menores do que ganhar um Oscar.

As horas do dia diminuem drasticamente no momento em que se inicia um curso de graduação. É um mundo novo, repleto de pessoas novas com histórias de vida totalmente diferentes da sua – mas todos estão passando pelo mesmo processo de encolhimento do tempo. De repente, pela primeira vez, é preciso fazer escolhas. As quarenta e oito horas do dia não são suficientes para ir a todas as festas e estudar para todas as provas. É preciso selecionar os bares, as matérias, os amores, os trabalhos, as drogas, as músicas e as pessoas às quais você quer se dedicar. Mesmo assim, em um só dia ainda era possível desenvolver razoável número de atividades. Eu, por exemplo, costumava passar umas oito horas por dia ouvindo música, oito estudando e trabalhando com psicologia e oito parada no trânsito da marginal. Nas outras vinte e quatro horas, eu me dedicava com afinco a ser uma mocinha apaixonada e meio surtada.

É nessa idade, aos vinte e poucos anos, que você se dá conta pela primeira vez de que você não tem tempo. Os mais velhos dizem que você tem, mas secretamente você sabe que eles estão apenas sendo gentis.

Aos vinte e muitos, finalmente, o dia começa a ter cerca de vinte e quatro horas, e você já se conformou com o fato de que não irá cumprir nem com metade daquelas coisas que os livros da série antes-de-morrer exigem que você faça.

Tudo isso, naturalmente, muda num piscar de olhos com a chegada de um filho. Nesse caso, o dia inteiro se reduz a uma única hora.

Nada disso, por outro lado, se aplica se desde sempre e para sempre você tem de trabalhar o dia inteiro para comprar comida. O dinheiro é um dos maiores modificadores do tempo que há, não porque tempo = dinheiro, mas porque falta de dinheiro = tempo a serviço do que alguém determinou, não a serviço do que você quer, precisa ou gosta.

(O outro grande modificador é o amor, mas esse é mais complicado.)

Hoje, aos trinta e cinco e sem filhos, meu dia dura umas vinte horas, que passo basicamente trabalhando, lendo sobre a crise política nos EUA e a crise climática no mundo. Aos vinte e pouco anos, eu reclamava que não havia horas suficientes para ler todos os livros. Aos trinta e médios, já fiz o luto dos livros não-lidos – o que eu queria mesmo eram horas para dormir de verdade.

Ainda estou relativamente próxima do dia de vinte e quatro horas. Por enquanto, dias mais curtos parecem improváveis e inimagináveis.

Mas no fundo eu sei, todos sabemos, não nos enganamos – no futuro, não é que teremos quinze minutos de fama. Teremos quinze minutos, simplesmente. É o tanto que nossos dias irão durar.

Sete marinheiros americanos

Talvez vocês tenham lido, talvez não, que sete marinheiros americanos morreram em uma colisão com um navio japonês.

Bom – eu li. E, claro, sequer registrei a notícia. As pessoas nascem, crescem, fazem selfies e morrem, o que que eu tenho a ver com sete marinheiros americanos, etc.

Até que agora à noite vi uma foto dos marinheiros.

Calma que este não é um post sobre como de repente fui tocada no fundo do meu ser sobre a individualidade e a singularidade dos seres humanos e comecei a chorar loucamente por sete marinheiros americanos. (Não é, mas podia ser, claro – esse tipo de coisa acontece com todo mundo toda hora.)

Este é um post sobre – Jesus, não é incrível o tanto que a gente não sabe de nada?

Vi a foto e quase caí para trás. Os sete marinheiros americanos eram… Meninos. Saídos da escola. Carinha de vinte anos.

A foto me deixou quase ofendida. Mas como assim os sete marinheiros não são homens fortinhos de meia idade?

Foi quando, evidentemente, me dei conta de que, sem perceber, eu já estava plenamente convencida de que os sete marinheiros americanos eram sete marinheiros popeye.

Eu passo pelo mundo sem nem mesmo saber que tenho certeza de que algumas pessoas são marinheiros popeye, cebolinhas, scoobydoos.