Um País Sério

Sim, eu sei, o Brasil e tal, mas permitam-me ser colonizada um minutinho –

Cês tão acompanhando os e-mails do Juninho?

Todo o governo Trump vem negando há meses a existência de qualquer tipo de coordenação entre a campanha trombística e o governo russo – “é tudo uma fantasia conspiratória de liberais recalcados floquinhos-de-neve-caviar”…

Aí, gente, o Juninho – filho do presidente.

Ele, o marido da Ivanka e o cara que coordenava a campanha se encontraram com uma advogada russa um ano atrás. Até aí, grandes coisas, qq tem, não pode mais ter amigo russo agora? Etc. Afinal, eles se encontraram para discutir um programa de adoção de criancinhas russas, poxa.

Pergunta daqui, pressiona dali, Juninho divulgou hoje os e-mails que levaram ao agendamento daquela reunião.

A linha de assunto do e-mail: “Russia – Clinton – particular e confidencial”

E segue o primeiro e-mail: “Migo Juninho, o governo russo apóia o seu pai e por isso quer compartilhar com vocês uns lances comprometedores da Hillary. Cê qué?”

A resposta dele, e eu não estou brincando, é praticamente aquele slogan imbecil do McDonalds – “amo muito tudo isso”.

O bom de acompanhar a política estadunidense é que isso nos permite rever a instituição País Sério.

Sabe quando a gente vê o deputado correndinho com a mala e pensa, num País Sério isso não aconteceria?

Clube das construtoras – num País Sério, algo já teria sido feito há muito tempo?

Reforma trabalhista escrota – num País Sério, isso aí nem pensar?

O País Sério, de Homens Competente, Honrados e Probos, certamente existe – apenas não neste século, nem nos anteriores, nem neste continente, nem em nenhum outro.

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