Garis que escrevem bem

Li a carta da comissão de greve dos garis do Rio de Janeiro (aliás – leiam-na).

Minha primeira reação não foi de apoio às justas reivindicações.

Minha primeira reação foi de comentarista de portal.

Minha primeira reação foi “nossa, até que a carta tá bem escrita para um bando de garis!”

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Então me lembrei de outra primeira reação.

Minha primeira reação após as primeiras páginas de Disgrace, do escritor sul-africano J.M. Coetzee (aliás – leiam-no), não foi de nocaute por tantas palavras dispostas em ordem tão perfeita e precisa.

Minha primeira reação foi “nossa, existem universidades na África!”

Minhas primeiras reações, como se vê, não costumam ser exatamente perspicazes.

Mas elas têm a vantagem de ser tremendamente instrutivas.

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Lembro direitinho das ameaças feitas a uma criança da minha família que perigava repetir de ano. “Se não estudar, vai virar gari!” Sim, a criança repetiu de ano. Não, ela não virou gari. Minha família é de classe média, afinal.

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Lembro igualmente bem da primeira vez que fui para os Estados Unidos – ou melhor, para a Disney, como toda boa criança paulistana de classe média – e fiquei escandalizada com relatos de americanos que achavam que vivíamos na floresta amazônica disputando espaço com os macacos.

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Eu gostaria de acreditar que os macacos da floresta são um detalhe meramente acidental nestas minhas associações desconexas.

Mas a lembrança de outro acontecimento desta semana – o árbitro negro que foi chamado de macaco e ganhou bananas de torcedores – me obriga a reconhecer que não.

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A ideologia da meritocracia não subsiste no Brasil sem o racismo. Porque para acreditar que o patrão é aquele que estudou e se esforçou mais e o empregado é aquele que estudou e se esforçou menos, é necessário acreditar que, de modo geral, brancos estudam e se esforçam mais do que negros.

É necessário acreditar que negros estão mais próximos dessa coisa instintiva, primitiva, natural, animal, passional, corporal, básica, selvagem. Essa coisa-instintiva-e-selvagem característica dos negros, muito mais próxima dos macacos que dos seres humanos, certamente não combina com universidades nem com “profissões em que se usa o cérebro” (como se, aliás, de corporal o cérebro nada tivesse).

É necessário acreditar nessa “corporeidade” intrínseca dos negros, e acreditamos – haja vista minha primeira reação à carta dos garis (“ora bolas, eles usam o cérebro!”). Minha primeira reação é resultado de um complexo conjunto de crenças pré-conscientes que se encadeiam: negros são mais “corporais” que “cerebrais” – logo, negros não gostam de estudar – logo, negros estudam menos – logo, negros viram garis, que não precisam usar o cérebro.

A perversidade está em que acreditamos nisso tudo (tanto que lançamos a ameaça “se não estudar vai virar gari!” com toda a sinceridade) ao mesmo tempo em que temos plena e absoluta certeza de que nunca, jamais, sob nenhuma hipótese, um membro de nossa família branca e de classe média virará gari se repetir de ano.

As duas crenças pré-conscientes – da meritocracia e da superioridade intelectual intrínseca dos brancos – jamais entram em choque. Isso é ideologia. A ideologia é continuar acreditando na meritocracia mesmo quando a realidade dá incontáveis exemplos de gente que foi mal na escola e nem por isso virou gari –  gente de uma cor e de uma classe social bem específicas.

(A propósito, minha mãe repetiu de ano. Mais de uma vez. Virou professora de francês.)

Vale repetir que estou falando neste texto de crenças pré-conscientes – coisas nas quais acreditamos sem nem saber que acreditamos. É claro que todos sabemos que a capacidade intelectual nada tem a ver com a cor da pele ou quaisquer outras características físicas. Jamais afirmaríamos o contrário. Estamos perfeitamente cientes de que não faz sentido associar inteligência e raça. Mas estou falando aqui justamente de coisas das quais não estamos cientes. De dados e informações que contextualizam nossa visão de mundo sem nos darmos conta. Dados, sensações, percepções que compõem o pano de fundo sobre o qual o mundo se destaca. Já imaginou a bagunça que nossa vida seria, pergunta Merleau-Ponty, se conseguíssemos ver, como coisas, os intervalos entre as coisas?

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Formatura de um curso de elite de uma faculdade particular idem em São Paulo.

Estava tudo muito bom e muito bonito – muita alegria e muita justa comemoração, muita caipiroska de fruta e muito sertanejo universitário animando os formandos e seus convidados.

Então, faço o seguinte comentário:

– Duzentos e tantos formandos. Nenhum negro – e tomo mais um gole da minha caipiroska.

Nesse momento, eu vi, nos olhos do meu marido, o intervalo-entre-as-coisas tornar-se coisa.

***

Nossas crianças de classe média aprendem, em sala de aula, que inteligência não se mede pela cor da pele. Aprendem direitinho, com professores de história e biologia.

Professores brancos.

Aí vem a hora do recreio e faxineiros recolhem os restos dos lanches de nossas crianças.

Faxineiros negros.

O que nossas crianças realmente aprendem? 

***

Como des(cons)truir nossa crença pré-consciente de que, no-fundo-no-fundo, brancos são inteligentes e negros são burros?

Eu tenho um palpite. Não se des(cons)trói uma crença pré-consciente argumentando que, veja bem, tal crença é um absurdo, não faz sentido, está errada. Afinal, isso já sabemos.

Uma crença desse tipo só é des(cons)truída quando se coloca outra em seu lugar. Outras crenças, outros valores – para competir com as crenças e valores já arraigados.

É perfeitamente possível. É o que faz a carta dos garis. Garis que se organizam e escrevem um texto contundente e imprescindível. 

***

Por fim, é preciso sempre lembrar que os garis não escreveram a carta para educar a nós, pobres-de-nós que temos crenças tão infelizes arraigadas. Porque se encararmos a carta exclusivamente como um instrumento educativo para nós-que-somos-racistas-apesar-de-não-querer, este vira um post-Riachuelo: mãos negras, mais uma vez, servindo ao bem-estar – no caso, à aprendizagem – dos brancos.

É preciso insistir e reforçar: os garis escreveram a carta porque – barata no pão; leite estragado; oitocentos míseros reais.

E aí, caro leitor-herói que chegou até aqui, a questão é infinitamente mais simples do que as complexas reflexões sobre crenças pré-conscientes que tentei desenvolver.

A questão é se você acha que uma pessoa que recebe: 1) barata no pão; 2) leite estragado; 3) oitocentos reais por mês deve se contentar com um reajuste de 9% e voltar feliz da vida para o trabalho.

Ou se você acha que esta pessoa deve continuar lutando.

#TodoApoioAosGaris

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17 comentários sobre “Garis que escrevem bem

  1. Cam, grande texto.
    No que eu escrevi sobre os garis (se me permite o jabá de amiga folgada ;-) http://chopinhofeminino.blogspot.com.br/2014/03/a-greve-dos-garis-e-nossa-zelite.html) botei, lá no final, linque para ref a filme: “Segredos E Mentiras”. Filme inglês. Pois bem, nesse filme, a protagonista, negra, “optometrist”, adotada, decide procurar sua mãe-de-sangue. E encontra. A mãe é branca, muito branca. E tem outra filha. Essa segunda filha é… gari.
    Pra gente, brasileiros, tem um monte de choques nesse filme. Mas um deles é exatamente esse que você menciona no texto: nunca, jamais, em tempo algum, uma pessoa de família de classe média, média baixa, pendurada na média etc, vai virar gari.
    E, como eu comentei no meu texto, isso tem pouco a ver com salário. Tem a ver com estratificação social, com percepção de status. É muito perceptível – e quão incomodamente perceptível – a cor dos garis todos juntos. O laranja da roupa, o negro da pele. Quanto maior o grupo, mais impressionante é.
    No contraste com os alvos e loiros médicos “ricos e cultos” (e isso tinha me impressionado na época: eles eram “mais que brancos”. Um número de loiros fora do padrão.).
    Muito a caminhar.
    Amei o texto.
    Perdão pelo jabá, mas na verdade é uma conversa.
    Beijo.

    • Renata, por mim vc vinha fazer jabá aqui no meu blog todo dia <3 E eu não tinha reparado na loirice dos médicos. Não é que é mesmo? o.O (Vou ver Segredos e Mentiras, adoro suas recomendações de filme.)

  2. Obrigado pelo ótimo texto (como de praxe) e pela carta que ainda não havia lido. A luta contra o(s) preconceito(s) é tão difícil (embora imprescindível) justamente porque o fato de não os percebermos é o que os faz serem preconceitos.
    Ah, poderia me dar uma breve explicação do que exatamente quer dizer esse lance de “coisas e intervalos entre as coisas”? Admito que pensei, pensei e não saquei direito.

    • Gabriel, ele tá falando de algo bem simples, na verdade. Ele dá o exemplo das árvores na avenida. Imagina kiloco se, em vez de ver meia dúzia de árvores (meia dúzia de coisas) ao longo de uma avenida, a gente visse, em vez disso, cinco espaços-entre-as-árvores como coisas (em cujo caso, as árvores tornar-se-iam pano de fundo). Ele está falando da inversão entre figura e fundo. Deu pra entender?

  3. Oi, Camila. Tudo bom? Sou do MA (essa parte nada tem a ver com o meu comentário, é só pra tu saber que tem gente daqui que lê teus textos. embora o analytics possa te dizer isso. enfim… pode excluir esse parênteses na edição do comentário) e eu adorei teu texto. Terminei toda arrepiada. Sobretudo porque me faltava o termo certo sobre o que eu queria falar ontem numa discussão quente sobre o caso Riachuelo e similares, o termo “crenças pré-conscientes”.

    Sou uma menina negra (mesmo que em são luís eu ter cabelo lisos me exclua dessa etnia), do maranhão, classe média, nunca viajei à Disney e nunca fui ameaçada de virar gari (mas fui ameaçada de outras coisas. rs…) caso não estudasse. Viajo desde os 15 anos para encontros SBPC como pesquisadora científica. Viajei por várias outras cidades, conheço várias outras universidades além de UFMA. Em todas as minhas viagens às universidades, notei a mesma realidade: gente negra nos RUs da vida servindo os brancos intelectuais. Isso é muito triste.

    Quando eu sou surpreendida pelos meu pensamentos mais racistas – quando eu associo um negro à uma posição inferior (seja ela qual for, tipo olhar um negro na Americanas ou na biblioteca e em 2 segundos de pensamento achar que ele é o funcionário, excluindo da possível dúvida quaisquer outra pessoa à minha volta) – toda a minha boa condição de vida e minha posição como negra “cerebral” (no sentido do teu texto) ainda assim não são suficientes para eliminar a ideia do negro “corporal”, que é uma “crença pré-consciente”. O nosso contexto social é assim mesmo, provoca a acomodação das “crenças pré-conscientes”. E para não deixá-las ali preguiçosas, é importante a bagunça da transformação do intervalo-entre-as-coisas em coisa.

    Seu texto fez isso comigo. E como fez. Obrigada.

    PS: Escrevi no celular, pode ser que tenha ido alguma linha confusa. Se sim, considera só a última palavra antes deste PS.

    • Larissa, obrigada por ter feito o meu texto valer a pena. Foi isso o que o seu comentário fez. Obrigada, obrigada. Um abraço enorme pra você.

  4. Camila,
    Boa reflexão!!!

    Seu texto me fez lembrar de uma história:
    Tenho um amigo que estudou Ciências Sociais e que durante a faculdade ajudou a organizar um encontro com o geógrafo Milton Santos. Para este meu amigo Milton Santos era “o cara”, mas sabe qual foi sua primeira impressão dele? Desapontamento, afinal “O Milton Santos é negro?”. Meu amigo (também negro) demorou alguns segundos para entender o absurdo de sua reação, afinal porque um negro não poderia ser um dos maiores geógrafos de um país de maioria parda e negra?

    Eu sou professora de escolas de classe média e concordo com você: não só não existem professores negros, inexistem também (em sua maioria) alunos negros… e isso principalmente nas escolas mais “politizadas”… complicado né?

    Por fim, todo apoio aos garis!!!

  5. Camila, gostei muito do seu texto (também sou do MA e foi por causa da Larissa que cheguei aqui <3).

    Me lembrei muito de um TED talk que assisti recentemente, a nigeriana Chimamanda Adichie fala sobre essas "crenças pré-conscientes" e monstra como elas são construídas pelas informações (no caso a falta de informações suficientes).

    Indico assistir: "The danger of a single story" de Chimamanda Adichie em http://www.ted.com/talks/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story

    Sinto que o que nos falta como "cerebrais" é usar mais essa parte do corpo.. Ainda temos uma visão muito restrita em relação ao outro, nos deixamos levar por percepções e pontos de vista que contam apenas um lado da história. Pior não empatizamos com o próximo, perdemos o senso de comunidade, hoje o núcleo familiar é o máximo que extendemos para fora de nós mesmos.

    Obrigada por contribuir para a minha reflexão. Mais pessoas deveriam ter acesso a textos como o seu para quem sabe terem seus olhos abertos mais um pouco. :)

  6. Parabns, Camila. Uma vez mais. [O que fao agora dessa sensao esquisita no estmago? (Nem adianta recomendar Sonrisal, viu?)]

  7. Excelente texto! Que cada vez mais pessoas possam acompanhar este tipo de reflexão, e que nossos preconceitos caiam todos por terra. Gostaria de contribuir com a indicação da excelente conferência de Chimamanda Adichie, tratando exatamente sobre estas questões. Lendo o seu texto, só me lembrava deste vídeo do TED. Abraços.
    http://deolhonoracismo.org/2014/03/06/questionando-preconceitos-escritora-nigeriana-aponta-para-os-perigos-da-historia-unica/

  8. Oi Camila. Que incômodo. Que poder seus textos têm de me incomodar. E como te agradeço por isso… Vc nomeou e descreveu tão bem esses primeiros pensamentos que vêm ‘a cabeça, esses mais profundos e inconscientes, esses que muitas vezes odeio e me fazem sentir tão pequena e ignorante. Um deles, que sempre me recordo, foi quando encontrei uma das donas da escola da minha filha pela primeira vez (ela é negra), e o que me veio à mente foi “mas ela é a dona, a pedagoga renomada e professora universitária famosa na cidade?”. Toda vez que a encontro me lembro disso e sinto uma vergonha danada. Mas fato é que uma negra proprietária de escola E profissional reconhecida é uma raridade, e fico feliz de saber que talvez esse pano de fundo vai ficar gravado na mente dos meus filhos pequenos, e quem sabe eles terão primeiros pensamentos completamente diferentes dos meus?

  9. Em tempo: viu a foto que a Nina Lrmis compartilhou em seu instagram? Uma imagem da greve dos garis com outra da greve dos médicos. Garis? Negros. Médicos? Brancos. E ainda insistem em dizer que o racismo hoje inexiste.
    Beijos.

  10. Oi, Camila,
    Muito bom o texto!
    E já que estamos compartilhando experiências, ele me fez lembrar de um debate com a ativista negra Sueli Carneiro, há alguns anos atrás. Ela se dedicou a explicar para uma plateia majoritariamente branca os impactos do racismo na vida de uma criança negra, que ainda não entendeu os mecanismos perversos que fazem com que ela se sinta eternamente diferente e pior aos olhos dos outros. Eu nunca tinha pensado, e me sinto envergonhada por isso, o que cada olhar de estranhamento e cada demonstração de crença pré-consistente são capazes de fazer pela auto-estima das pessoas que são alvo delas. Os exemplos de Sueli foram desde o segurar a bolsa quando um negro passa por perto na rua ao choque de encontrar uma família negra consumindo em um shopping de classe média alta, já que nosso olhar está tão acostumado a ver negros apenas como funcionários desses locais.

  11. Acho que o seu palpite de usar a substituição de uma crença por outra(s) para des(cons)truir o racismo que existe na sociedade algo que precisa ser bem debatido, tendo em vista, que já existem muitas ideologias. Sendo que algumas toleram ou até defendem ideias racistas sem qualquer problema. Para mim, a raiz do racismo está no medo. Um medo criado, inventado, construído, alimentado de diversas formas, mas um medo. Um sentimento. Porque muitas pessoas não apoiaram o movimento dos garis? Por um medo implantado em nós (como sabiamente escrito em seu texto) de torna-se um gari? Também. Mas o medo de termos consciência de que tudo o que nosso corpo (físico e social) produz precisa ser recolhido, separado e reciclado para podermos viver o nosso modo de vida sem colocarmos em risco a nós mesmos é algo muito importante. O que muitos pensam é “Caramba, além de ter estudado ‘com meu esforço’, ter que trabalhar para o bem de todos, acreditar em Deus e cumprir minhas obrigações, ainda tenho que me preocupar com o (meu) lixo?” É. Tem que se preocupar realmente. Porque o lixo não nasce do nada. Assim como um racista.

  12. CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA O RACISMO; HOMOFOBIA; E OUTRAS INTOLERÂNCIAS.
    PROCURE UM POSTO DE VACINAÇÃO MAIS PERTO DE VOCÊ E REAVALIE OS SEUS CONCEITOS.
    NÃO DEIXE O PRECONCEITO GANHAR ARES DE NORMALIDADE.
    ESSAS PATOLOGIAS MATAM E SÃO ALTAMENTE CONTAGIOSAS.
    ESSE CONTÁGIO PODE COMEÇAR MUITO CEDO, DESDE A MAIS TENRA INFÂNCIA.
    FIQUE ATENTO PARA OS SINTOMAS!
    OS SINTOMAS DESSAS INTOLERÂNCIAS COMEÇAM A SER PERCEBIDOS COMO UM ESTRANHAMENTO, UM DESCONFORTO COM AQUILO OU ÀQUELES QUE NOS SÃO DIFERENTES, EVOLUINDO PASSAM A SER UM INCÔMODO DESPROPORCIONAL, CAUSANDO MEDO E UMA RAIVA INJUSTIFICADA.
    AOS POUCOS ESSES DIFERENTES PASSAM A SER RECEPTÁCULOS DE TODAS AS FRUSTRAÇÕES E DESEJOS REPRIMIDOS QUE NÃO ADMITIMOS QUE SEJAM NOSSOS.
    PREVINA-SE!! VACINE-SE!!
    UM MUNDO MAIS HUMANIZADO É POSSÍVEL. FAÇA SUA PARTE.
    (PS- OS POSTOS DE VACINAÇÃO SEMPRE ESTARÃO ABERTOS 23 HORAS POR DIA, EM UM LUGAR BEM PRÓXIMO DE VOCÊ.)

  13. Pois é Camila, essa é a grande e tácita incapacidade do nosso povo, interpretação. E quando afirmo, é visível nossa dependência da (de)formação positivista que tem o amor como princípio a ordem como base e o progresso como fim. Nossa visão é secionada, fragmentada e não temos competência interpretaria e holística para associarmos fatos e ações. Por isso continuamos em 88 lugar no ranking educacional com tendência a cairmos ainda mais (se isso for possível). Mas, somos os primeiros no futebol. Beijos, Gilson.

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