A fé na humanidade

Quatro mulheres de classe média alta e trinta e muitos anos, almoçando juntas e conversando animadamente – quer dizer, praticamente um séquissendessíre versão Herbert Richards.

Hora da sobremesa, chega o garçom com quatro sundaes gigantescos.

Todas abrem o maior sorriso e uma até bate palma.

Cada qual começa a atacar o seu respectivo sundae. Elas, que até então falavam sobre os filhos, agora estão mais empenhadas em elogiar a doçura do sorvete e a cremosidade do chantilly (prioridades).

Algumas pessoas renovam sua fé na humanidade ao ver o Batkid ou celebridades usando “máscaras de Amarildo”.

Já eu acho que a humanidade ainda tem salvação quando vejo quatro mulheres tomando sorvete juntas, sem culpa e sem calorias, sem treino de barriga e sem dieta para o próximo verão.

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11 comentários sobre “A fé na humanidade

  1. Adorei o sequissindecire, sei lá eu como você consegue…mas precisamos tomar sorvete no Stuzzi! O de Mascarpone é extraordinário!!!

  2. Eu que acordei desprovida de parte substancial dos meus já poucos neurônios, levei alguns minutos (tá bom, vou ser mais boazinha comigo, uns gordos segundos) para entender o sequissendesíre. :) Muitos beijos.

  3. Altamente revolucionário, isso. Só falta elas dizerem que vão a Nova York pra ir ao MoMa e caminhar no Central Park, e que é besteira isso de voltar abarrotadas de compras…

  4. Vejo mais esperança em hábitos assim também. A gente não precisa ter culpa, nem medo de errar, nem viver de aparências, em função do outro. A gente precisa ser feliz diante de um POTE DE SORVETE. Sem mais. Abraços.

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